Surma: “Deu-me uma energia enorme fazer este disco”.

O Furacão Surma chega ao Texas em Março, para mais um SXSW (South by Southwest) e tal como dissemos à Débora, este ‘boom’ era mais do que esperado.

Texto e Entrevista por Luís Dixe Masquete

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Espelho dela, espelho nosso.

Poderia, de forma pensada, esta afirmar-se como a ‘punch-line‘ da Débora Umbelino e/ou da sua ascensão no panorama musical em Portugal. De mansinho, Surma foi ganhando contornos de fantasia, qual estética balanceada entre a melodia e a sobreposição de camadas.

Uma fábula pop, narrado na 1ª pessoa: “sempre gostei de andar sozinha, de estar na minha“. No quarto, rodeada de instrumentos e do pc (..) assim cresceu o bicho da música, até porque nos garante que não é “nenhum bicho do mato” por se fechar e andar de Norte a Sul a mostrar aquele mundo, em formato de longa duração.

“Assim que chegávamos ao estúdio, púnhamos sons de tudo o que ouvíssemos no momento (..) É um disco com sons muito próprios com pormenores muito giros”.

Produzido pel@s menin@s da ‘Casota Collective, ‘Antwerpen‘ é o disco esperado de uma adolescente que foi conquistando o País de tasco em tasco, de sala em sala.

• Falam-nos de um disco complexo, com mais camadas sobrepostas, mas curtia saber mais a tua própria perspectiva (..) como defines e olhas p’ra este disco a que chamas de “teu mundo”?

Nem eu mesma o sei definir, ahah! Foi um processo muito gradual e muito genuíno da minha parte e da parte da “Casota Collective”. Costumo dizer que estas musicas são tão minhas como são deles. Foi tudo muito natural e muito terra à terra! Apesar de ter produzido todas as bases da música pelo computador no quarto, assim que chegava ao estúdio púnhamos sons de tudo o que ouvíssemos no momento! Temos sons de papéis a ser embrulhados na mão, sons de castanholas a cair, batidas em mesas, temos um pouco de tudo o que sentíamos que fazia sentido na música. É um disco com sons muito próprios e um disco com pormenores muito giros. Deu-me uma energia enorme fazer este disco.

Desde ‘Maasai’ que todos aguardamos o lançamento do anunciado disco que começaste a despir por esse Portugal fora (..) mas antes, optaste por mostrá-lo à imprensa num ‘show-case’ no MusicBox. O que te fez optar por isso?

Acabou por ser uma ideia apenas a flutuar no início! Mas com o passar do tempo, pareceu-nos cada vez mais palpável e uma ideia com muito sentido para nós! Tenho tido muito o apoio da imprensa, dos media e das pessoas a nível nacional e quis dar esse mesmo “miminho” em primeira mão! Queria que fossem eles os primeiros a ouvir o álbum em primeira mão! O que acabou por ser uma tarde muito bem passada em família.

• Isto de ‘one man/woman’ band pode ser algo ‘lonely’ comparado com a
borga que uma banda te proporciona. Mas com a tour do Um ao Molhe (festival itinerante de projetos a solo) tiveste oportunidade de andar p’la estrada com outros projectos a solo, nomeadamente no estrangeiro. Sentes essa diferença da
companhia?

Eu sou muito suspeita, sempre gostei de andar sozinha e sempre na minha! Por isso, não me faz impressão nenhuma andar na estrada sozinha, eheh! Gosto mesmo muito. É lógico que também gosto de andar com pessoal (não sou um bicho do mato, ahah). Anteriormente, fiz parte de uma banda e sinto perfeitamente o que queres dizer. A parte de convívio de teres um ‘background’ em palco é muito bom sim! Mas as duas vertentes, para mim, são geniais!

• Nos últimos anos, e com a crescente oferta de qualidade a nível de bandas/promotores, começaram a brotas festivais de pequena/média dimensão em cidades de pequena/média dimensão como Lamego (Zigur Fest), Guimarães (Mucho Flow), Barcelos (Milhões de Festa) entre outras. Achas que estamos mais próximos do fim do eixo Porto-Lisboa e a caminhar para um Portugal culturalmente menos centralizado?

Totalmente. Acho que Portugal tem evoluído muito mas mesmo muito no que toca à cultura, não só em relação à música. Cinema, Artes
Plásticas, Dança, Pintura…todo o tipo de arte tem crescido muito nestes últimos anos. São festivais como esses mais ‘underground’ que nos fazem a dar a conhecer e a tocar por todo o país! O Um Ao Molhe é um grande exemplo disso! Tem-me apoiado mesmo muito desde o início do projecto e já conheci compositores e produtores incríveis neste tipo de festival mais pequeno. A pouco e pouco acho que vamos conseguir criar uma estrutura muito bonita de se ver.

• Apesar de Surma ser uma cena mesmo tua, vês-te ou pensas, algum dia, em apresentar as tuas composições em formato banda?

Nunca digas nunca, é o que costumo dizer muitas vezes. Só o futuro o dirá!

• Para terminar, nunca tinhas vindo a Aveiro tocar. Chegaste a vir cá beber copos, pelo menos?

Vai ser a minha primeira vez em Aveiro a tocar, eheh! E sim já estive, pelo menos, umas 3 vezes em Aveiro! Traz-me muito boas memórias. É uma cidade mesmo incrível. ❤

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