Notícias a Martelo, por Prof. Estalindo

Um apanhado de alguns eventos que se passaram desde as autárquicas até hoje, num esforço de fazer uma longa rapidinha sobre os últimos tempos, onde tantas coisitas de merda se passaram.

Texto: Pedro Cardoso Pereira ● Ilustração: Inês Dixe

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Os resultados das autárquicas

Ouvimos falar numa vitória estrondosa do PS, num resultado histórico do CDS, num crescimento do BE, na derrota do PPD e, mais do que qualquer outra coisa, a hecatombe da CDU. Vejamos os dados:

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É, diz que sim, está certo.

Está tudo super diferente, o mundo deu uma volta de 360º e voltou ao mesmo sítio. O PS cresceu 1,5%, O PSD perdeu uns 3%, o BE pouco mais de 1% e o grande vencedor CDS parece que ainda diminuiu a sua percentagem de votantes. Vão-se foder, media.

Quanto à CDU, realmente teve um mau resultado.

Mas as 10 câmaras que perdeu, foram por margens substanciais e em algumas delas, como é o caso de Beja, funcionam com o binómio de alternância entre CDU/PS (em jeito de comparação com o resto do país, onde é quase sempre PS/PSD).

Por isso, as notícias são, como sempre, tudo merda. Gulag com essa gente toda, especialmente José Rodrigues dos Santos e José Gomes Ferreira.

A Catalunha

As pessoas saíram à rua, fizeram barulho, barafustaram, foram ameaçadas pelo governo opressor fascista franquista central, foram carregadas pela polícia e, ainda assim, decidiram votar corajosamente pela sua independência, cumprindo assim com um dos direitos mais importantes que as pessoas podem ter que é a autodeterminação dos povos e a sua libertação.

A independência ganhou e Puigdemont, corajosamente, declarou a independência que, rapidamente, a meteu no cu juntamente com a sua própria cabeça, num gesto de cobardia. Fiquei triste, esperava mais audácia do Govern.

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Entretanto, também vimos as lindíssimas manifestações contra a independência, numa enorme masturbação coletiva de reacionários e de gente acéfala que, no meio de saudações romanas e grunhidos fascistas, gritavam coisas muito parecidas com “Catalunha é nossa” (sdds ultramar).

Foi lindíssimo, de facto. É bom saber que andam a tirar os fascismos de debaixo do tapete: Espanha, França, Alemanha, tudo.

Eles sempre andaram por aí, os sociais-democratas e liberais é que faziam vista grossa e diziam que estava tudo bem.

Na verdade, o mercado livre acabou com o fascismo e todos os males do mundo! Paspalhos.

Entretanto, Governo de Franco – perdão – Rajoy – não aceitou a vontade popular e suspendeu a ‘Generalitat‘ e a autonomia catalã, activando o artigo 155, bem como a prisão de membros e pessoas ligadas ao movimento independentista.

Ainda não aprenderam que “o fascismo não se discute, destrói-se” (Durruti). E parece que, mais uma vez, eles vão passar. Falta músculo.

O Curdistão Iraquiano

No norte do Iraque, na zona autónoma do Curdistão Iraquiano, houve também um referendo (com uma cobertura mediática muito mais discreta) pela independência, onde o “Sim” também ganhou.

A questão do Curdistão volta a estar na calha, depois de terem dado alguma visibilidade aos feitos dos guerrilheiros curdos e do terror que espalharam no seio do DAESH, foram indubitavelmente um bastião de resistência contra esses animais que tanto terror espalharam pelo médio oriente.

Ao falarmos do Curdistão estamos a falar de uma zona que fica na Turquia, Iraque, Síria, Irão e Arménia, com cerca de 500.000 quilómetros quadrados, onde as pessoas, maioritariamente sunitas, são curdas, falam curdo e são “a maior nação sem estado”.

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Nomes como PKK, Peshmerga e Rojava não nos são estranhos e vamos ouvindo falar, nem que seja nos meios de comunicação mais underground.

Mas a questão curda é uma realidade e, mesmo que seja contra a vontade dos governos centrais, há 30 milhões de pessoas que lutam pela criação de um estado curdo.

E após o referendo e a vitória pró-independência, as tropas do governo Iraquiano já se começaram a movimentar para a zona norte do país, com o fim de pôr termo ao fervor independentista que se vive no norte do Iraque.

Neste momento estão combates a decorrer e os tanques Iraquianos já estão a entrar em Kirkuk. Vamos ver no que isto dá.

Incêndios em Portugal

Só para dizer que não vou dizer nada.

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